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The Uprising: Andrew Garfield diz que bilionários deveriam ter medo do novo filme

Ator estrela produção de época sobre luta de classes dirigida por Paul Greengrass e espera que história sirva de alerta

Por Mariana Machado(Publicado em 8 de setembro de 2026 às 01:11)
O ator Andrew Garfield caracterizado com roupas rústicas medievais e olhar sério no set de filmagens
O ator Andrew Garfield caracterizado com roupas rústicas medievais e olhar sério no set de filmagens

O ator Andrew Garfield não poupou palavras ao comentar sobre as mensagens sociais de The Uprising, seu novo filme de época dirigido por Paul Greengrass. Durante uma sessão de perguntas e respostas realizada hoje, o astro declarou que os bilionários deveriam estar morrendo de medo da revolta retratada na produção.

A trama adapta a origem da lenda de Robin Hood e acompanha a formação de um exército popular contra a tirania do rei Ricardo II. A fala do ator foca nos paralelos práticos entre as injustiças da Inglaterra do século 14 e as desigualdades do mundo atual.

A conexão entre o passado e o presente

Ao ser questionado sobre o que espera que o público tire da experiência no cinema, Garfield foi direto ao ponto. Ele expressou o desejo de que o longa sirva como um chamado para a ação e que as pessoas enxerguem suas próprias lutas espelhadas na jornada dos personagens.

O diretor Paul Greengrass pontuou que uma das frases do filme sobre a falta de paz sem cura é tão real agora quanto há 600 anos. Garfield endossou a visão do cineasta:

“Vou incluir os bilionários nisso também, porque eles são os que podem estar mais doentes da alma. Eles são os que talvez mais precisem de cura, de certa forma.”
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Um retrato da classe trabalhadora

A produção explora temas pesados como o abuso de poder e a desumanização das classes mais baixas após o período da peste. O protagonista explicou que as condições daquela época envolviam impostos brutais, incompetência do governo e a visão de que os pobres eram criaturas sub-humanas para quem estava no comando.

Para o ator, esse cenário de exploração continua valendo para os Estados Unidos e para o resto do mundo. Ele comparou a obra a um teste de Rorschach, onde diferentes espectros políticos podem se identificar com a revolta mostrada na tela.

The Uprising chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 10 de setembro.

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Mariana Machado
Autoria desta matéria

Redatora e editora de conteúdo na @plottie. Entusiasta de romances, dramas teen e clássicos dos anos 2000