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Andrew Garfield defende Homem-Aranha gay e relembra pedido barrado pela Sony

Ator britânico reafirma o desejo de ver uma versão queer de Peter Parker nas telonas e revela detalhes sobre sua tentativa de escalar Michael B. Jordan como interesse amoroso.

Por Arthur Matte(Publicado em 2 de setembro de 2026 às 01:12)Atualizado há 44 minutos
O ator Andrew Garfield sorri e acena com a mão direita em frente a um painel azul do filme O Espetacular Homem-Aranha.
O ator Andrew Garfield sorri e acena com a mão direita em frente a um painel azul do filme O Espetacular Homem-Aranha.
Resumo
  • Andrew Garfield voltou a defender que o Homem-Aranha tem apelo universal e que qualquer pessoa poderia usar o traje.
  • O ator propôs transformar Mary Jane em um homem durante a pré-produção do segundo filme da franquia, sugerindo Michael B. Jordan para o papel.
  • A ideia foi vetada devido a um contrato vazado entre Sony e Marvel, que exigia que Peter Parker fosse heterossexual nas adaptações.
  • A mitologia do herói só ganhou um personagem gay nos quadrinhos em 2022, com a introdução do Web-Weaver.

O ator Andrew Garfield voltou a defender a criação de um Homem-Aranha gay para os cinemas em uma entrevista divulgada hoje. Durante a agenda de divulgação de seu novo filme, o astro britânico relembrou suas tentativas frustradas de alterar a sexualidade de Peter Parker nos bastidores da Sony Pictures e reafirmou que o traje do herói da Marvel serve para qualquer pessoa.

A nova declaração reacende um debate iniciado pelo próprio ator há mais de dez anos, quando ele protagonizava a franquia do Cabeça de Teia. A insistência no assunto traz à tona detalhes sobre como os executivos do estúdio reagiram à ideia de apresentar um romance entre dois homens em um dos maiores sucessos de bilheteria da época.

O plano de escalar Michael B. Jordan como interesse amoroso

As primeiras tentativas de alterar a orientação sexual do herói ocorreram durante a pré-produção de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, lançado em 2014. Garfield revelou que procurou o produtor Matt Tolmach e o diretor Marc Webb com uma proposta clara para mudar a identidade de Mary Jane, transformando a famosa personagem em um homem.

O britânico sugeriu ativamente a escalação de Michael B. Jordan para o papel, justificando que a química entre os dois renderia uma dinâmica inédita para os filmes de super-heróis. Ao detalhar sua paixão pelo projeto em conversa com a revista Entertainment Weekly, o ator explicou sua visão sobre o traje do personagem:

“Esse é o ponto do motivo pelo qual ele é um personagem tão universalmente amado na história da ficção, é porque você não vê cor de pele, você não vê gênero, você não vê sexualidade. Qualquer um pode se projetar dentro daquele traje.”
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Contrato vazado e a regra estrita da Marvel

Apesar do entusiasmo do protagonista, a ideia foi vetada pelos executivos e gerou atritos internos. Em 2021, o ator confessou ao jornal The Independent que sofreu grande pressão da Sony para se retratar publicamente e pedir desculpas pelo comentário, com o objetivo de não afastar parcelas conservadoras do público e garantir a venda de ingressos.

O motivo da proibição corporativa veio a público durante o grande ataque hacker sofrido pela Sony Pictures. Os documentos confidenciais vazados revelaram um acordo de licenciamento rigoroso assinado com a Marvel, que impunha obrigações de integridade do herói. O contrato exigia especificamente que Peter Parker fosse caucasiano e heterossexual nas adaptações com atores reais.

O futuro da franquia no cinema e no streaming

A representação inclusiva na mitologia da franquia só aconteceu recentemente nos quadrinhos. A editora introduziu o personagem Web-Weaver no final de 2022, o primeiro Homem-Aranha abertamente gay do multiverso impresso, enquanto os cinemas mantiveram a abordagem tradicional.

A saga principal segue nas telonas com Homem-Aranha: Brand New Day, estrelado por Tom Holland, que estreou no final de julho de 2026 e tem previsão para chegar ao catálogo brasileiro da Netflix nos próximos meses. Já Andrew Garfield continua sua carreira em múltiplos projetos e retorna aos cinemas no drama histórico The Uprising, dirigido por Paul Greengrass, além de interpretar o executivo Sam Altman na cinebiografia Artificial.

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Arthur Matte
Autoria desta matéria

CEO & fundador da @plottie. Viciado em séries apocalípticas e em nichos que aparentemente ninguém liga