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Gal Gadot defende uso de IA no filme Bitcoin e detalha contrato de seis meses

Atriz confirmou hoje que aceitou o polêmico projeto com Casey Affleck para não ficar fora do mercado e criticou mudanças na DC.

Por Arthur Matte
Gal Gadot, com machucado na testa e vestindo azul, toca o ouvido em um vagão de metrô.
Gal Gadot, com machucado na testa e vestindo azul, toca o ouvido em um vagão de metrô.
Resumo
  • A atriz exigiu um contrato de seis meses garantindo que a inteligência artificial geraria apenas cenários e iluminação, sem alterar sua performance.
  • O filme dirigido por Doug Liman reduziu seu orçamento de 300 para 70 milhões de dólares ao substituir locações reais por ambientes virtuais.
  • Durante a entrevista, ela descartou o retorno como Mulher-Maravilha e anunciou seu novo longa de ação no Prime Video.

A atriz Gal Gadot confirmou na manhã de hoje que não vai fugir do avanço da inteligência artificial no cinema e defendeu publicamente sua participação no polêmico filme Bitcoin. Durante entrevista ao podcast Happy Sad Confused, ela explicou que aceitou o projeto protagonizado por Casey Affleck para entender a nova tecnologia e não ser engolida pelo mercado, garantindo que sua atuação real não sofreu alterações digitais.

O posicionamento da artista acontece no momento em que Hollywood debate os limites do uso de ferramentas sintéticas em grandes produções. O novo longa dirigido por Doug Liman usou inteligência artificial para gerar todos os cenários e a iluminação, reduzindo drasticamente os custos e o tempo de gravação da equipe.

Contrato blindado e atuação sem pausas

As negociações para garantir que a tecnologia não invadisse o trabalho humano foram intensas. Gadot revelou que sua equipe de advogados passou seis meses analisando cada cenário possível para fechar o contrato do filme, exigindo que a inteligência artificial fosse restrita apenas ao ambiente virtual.

O ineditismo das cláusulas chamou a atenção até do sindicato dos atores dos Estados Unidos, como a própria artista detalhou durante a entrevista:

“Eles ligaram para os meus advogados para pedir dicas de como atualizar o contrato do SAG para proteger outros atores, sabendo pelo que tínhamos passado. No que diz respeito às performances, sou toda eu.”

A gravação aconteceu ao longo de 20 dias em um galpão vazio revestido de telas, sem os equipamentos tradicionais de Hollywood. Como não havia necessidade de ajustar luzes entre as cenas, a atriz comparou a experiência com o teatro, atuando por até dez horas seguidas sem as esperas comuns dos sets de filmagem.

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Orçamento cortado e figuras polêmicas em cena

O uso das ferramentas digitais salvou o projeto de um cancelamento por questões financeiras. Os produtores calcularam que gravar Bitcoin da maneira tradicional custaria mais de 300 milhões de dólares devido à grande quantidade de locações globais. Com a inteligência artificial assumindo a direção de arte, a conta caiu para cerca de 70 milhões de dólares.

A trama acompanha Craig Wright, vivido por Affleck, um cientista que afirma ser o criador da famosa criptomoeda. O tom satírico do roteiro vai incluir versões geradas ou aprimoradas por computador de figuras públicas reais, como Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Vladimir Putin.

O adeus à Mulher-Maravilha e a chegada ao streaming

Aproveitando a conversa, a atriz também colocou um ponto final nas especulações sobre seu retorno ao universo da DC. Ela afirmou que não tem mais interesse em reviver a heroína após as mudanças na chefia do estúdio, criticando a forma como os diretores James Gunn e Peter Safran lidaram com as saídas de Henry Cavill e da diretora Patty Jenkins.

O foco atual da carreira está na ação, com o lançamento de The Runner marcado para o dia 2 de setembro no catálogo do Prime Video. O projeto exigiu tanto esforço físico que Gadot quebrou os pés durante as gravações nas ruas de Londres e precisou finalizar suas últimas cenas usando muletas antes de iniciar seu processo de recuperação.

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Arthur Matte
Autoria desta matéria

CEO & fundador da @plottie. Viciado em séries apocalípticas e em nichos que aparentemente ninguém liga