O thriller britânico Fuze chegou ao catálogo da Max hoje e já assumiu a liderança de produções mais assistidas da plataforma nos Estados Unidos. O longa de 96 minutos traz Aaron Taylor-Johnson no papel de um especialista antibombas e marca a volta do diretor David Mackenzie ao gênero policial de ação.
A recepção calorosa no streaming inverte o cenário que a produção enfrentou nas salas de cinema em abril de 2026, quando arrecadou apenas 5 milhões de dólares globais. A alta demanda do público em casa reforça o novo fôlego que suspenses de médio orçamento encontram no mercado digital após passagens discretas pela tela grande.
O disfarce perfeito para um roubo milionário
A narrativa se desenrola em Londres e cruza a missão do Major Will Tranter (Taylor-Johnson) com a execução de um crime elaborado por Giorgos Karalis, papel de Theo James. Enquanto a polícia local isola o centro da capital inglesa para tentar desarmar um artefato explosivo da Segunda Guerra Mundial, a equipe de assaltantes usa o pânico e as ruas vazias como cobertura para invadir o cofre de um banco na mesma região.
O elenco de apoio ganha força com Gugu Mbatha-Raw interpretando a chefe de polícia Zuzana Greenfield e Sam Worthington no papel do braço direito tático do grupo de mercenários. A colisão das duas narrativas obriga os personagens a tomarem decisões instantâneas no meio do caos civil.
A visão de David Mackenzie e a resistência aos blockbusters
Conhecido pelo trabalho minucioso em A Qualquer Custo (2016), o diretor David Mackenzie estruturou Fuze com base na tensão contínua. A montagem prioriza a ação prática nas perseguições de carro e foca o nervosismo no desarme técnico dos explosivos, criando uma dinâmica clássica que descarta soluções feitas por computador.
Essa preferência por projetos contidos dialoga diretamente com o momento atual de Taylor-Johnson. O ator já havia expressado insatisfação com a lógica de produção em massa das grandes corporações:
“Todos nós já nos cansamos de ver certos filmes de estúdio lançando coisas que diluem a vontade de ir ao cinema.”
O longa encerrou seu ciclo com aprovação de 72% da crítica no Rotten Tomatoes, um reflexo do roteiro objetivo e sem distrações. Veículos especializados apontaram as atuações da dupla central como o diferencial para manter a curiosidade acesa diante das inevitáveis traições da história.
O futuro de Aaron Taylor-Johnson
O topo da Max prepara o terreno para os próximos grandes lançamentos do protagonista. Em dezembro de 2026, Taylor-Johnson estrela o aguardado terror Werwulf, sob a direção de Robert Eggers. O projeto firma a sua sequência de trabalhos obscuros, iniciada com as gravações recentes da continuação zumbi 28 Years Later.
No circuito televisivo, ele se prepara para encabeçar o elenco de Enigma Variations. O britânico vai assumir o papel que pertencia a Jeremy Allen White na adaptação dramática produzida para a Netflix, com as primeiras locações de filmagem agendadas para o verão do hemisfério norte.



